01 dezembro, 2009

Os troféus nossos de cada dia...


Entendo por troféu tudo que conseguimos de melhor em nossa vida. Às vezes é o pior mas a gente não percebe.
Eu tenho muitos. De ouro, de prata, de bronze, de cristal, de lata, de papel...Alguns joguei fora. Outros reciclei. Muitos foram atirados ao chão por pessoas que não entendiam o motivo que me levava a mantê-los. Provavelmente também destrui alguns troféus alheios. Disso me arrependo e peço desculpas.
Bem, você deve estar se perguntando onde quero chegar com esse papo de troféu, não é?
Explicar é complicado. Exemplificar é mais fácil.
Já reparou que a grama do seu vizinho “parece” sempre mais verde que a sua?
Pois é. O jardineiro dele é melhor que o seu. A terra que ele usa é melhor que a sua. Os cuidados que dispensa ao jardim são diferentes (e melhores).
Então, seu vizinho chega e começa a expor todos os motivos que fazem de seu jardim um troféu...e, quanto mais o valoriza, mais desqualifica o seu...e, como sempre, ele tenta te convencer a fazer tudo do jeito dele...A intenção, aparentemente, é boa mas tenho dúvidas quanto a isso.
Lembro de uma situação bem característica. Encontrei uma amiga no shopping. Estava maravilhosa, embora um pouco diferente. As bolsas sob os olhos haviam sumido e do bigode chinês, nem sombra.
Claro que elogiei. Mas, ai de mim...foram horas tentando me convencer que devia fazer o mesmo. E com seu cirurgião porque ele é o melhor, blá...blá...blá...E não poderia me esquecer de freqüentar religiosamente uma boa esteticista – a dela, naturalmente. Nesse episódio detectei 2 troféus...o cirurgião e a esteticista. Se eu dissesse que tenho um amigo cirurgião de primeira linha e uma esteticista muito competente, certamente meus troféus seriam deitados por terra...Na verdade, não tenho e se tivesse não diria. Isso eu aprendi. Meus troféus só interessam a mim. Se me perguntarem ou pedirem opinião sobre qualquer assunto, digo o que sei, falo o que penso, mas nunca vou tentar "vender" meus troféus.
Cada um que conquiste os seus.
Sonia Rocha - Mercuriana

21 novembro, 2009

Pois é...o final do ano está chegando. É hora de refazer a mala, preparar a bagagem para a próxima viagem.
Não jogue nada no lixo. Não serve mais? Doe, recicle, deixe ir. Se quer mesmo guardar, coloque no baú das lembranças. Abra espaço para o novo porque o novo sempre vem. Esteja preparado (a)!

17 novembro, 2009

Minha vida daria um livro...e a sua?



Quem ainda não disse isso a respeito da própria história?
Já ouvi tanto essa fala que resolvi pensar no assunto e cheguei a uma conclusão.
É verdade. Toda história de vida daria um livro.
Mas tem de ser um Bestseller que, transformado em filme, ganhe um Oscar.
Não importa o estilo: drama, romance, comédia, suspense...só não vale ficção.
A vida não é um passeio no parque mas tem seus canteiros floridos. Então esse livro precisa ter muitas gravuras coloridas. E ser rico em conteúdo emocional.
Também não deve depender de tiragem. Basta uma única edição e que tenha um único leitor – o próprio autor.
Sim, porque uma história de vida só tem significado para quem a protagonizou.
Se tiver mais leitores, que sejam inteligentes na compreensão e gentis nas críticas.
Como seria seu Bestseller?
Pense nisso e, se preciso for, reescreva alguns capítulos...ainda é tempo.
Sonia Rocha

08 novembro, 2009

Quem não sabe receber...deixa de ganhar.




O Natal se aproxima e muitos já estão pensando nos presentes.
Não vou entrar aqui, no mérito da questão principal e dizer que Natal é aniversário de Jesus e é para o aniversariante que devíamos dar presentes.
Tudo bem. O costume de trocar presentes já é uma tradição e quase uma obrigação.
Dar e receber presentes é sempre prazeroso.
Será?
Eu não afirmaria isso com muita convicção. Se, por um lado, tem pessoas, para as quais é fácil escolher um presente, por outro, tem aquelas que nos fazem sentir incapazes de descobrir algo que possa agradá-las. Poderíamos situar a facilidade ou dificuldade na posição social de quem vai receber, e, lógico, no bolso de quem vai dar. Mas tenho observado que não é bem assim.
É só prestar atenção quando fizer sua lista. De um lado a coluna dos nomes. Essa é fácil. Na hora de escrever o que vamos dar e para quem, a dificuldade aparece. Repare. Por que para uns é mais fácil? O que faz a diferença? Não vai ser preciso pensar muito. A resposta logo aparecerá.
É mais fácil presentear quem sabe receber. Seja um simples marcador de livro ou uma peça de grife, a alegria e a satisfação, emanam espontaneamente de quem recebe.
Já, para alguns, parece que nada agrada. Esses vão nos fazer andar por horas no shopping. Repare novamente e verá que vai se sentir cumprindo uma obrigação.
Assim também acontece nos relacionamentos. Em todos os níveis. Amoroso, de amizade, profissional, familiar.
Li, não lembro bem onde, que o elogio é uma forma de controle. Na época parei prá pensar e até concordei. Realmente há muitas maneiras de se exercer controle e o elogio “pode” ser uma delas, mas não necessariamente ser usado sempre com essa intenção. Elogiar é uma coisa boa, prá quem faz e prá quem recebe e, desde que feito com honestidade, é um presente e tanto...
Todo mundo gosta de receber um elogio. Infelizmente nem todos sabem.
Quer um exemplo? Encontrei uma amiga e disse-lhe o quanto seu corte de cabelo estava bonito (de fato, estava mesmo). Como resposta ouvi uma ladainha sobre o quanto lhe custou em tempo e dinheiro no salão de beleza. Vou pensar duas vezes antes de elogiá-la novamente, afinal, o que eu esperava era apenas um “obrigada” ou um sorriso de satisfação. Essa é uma situação banal, mas há infinitas possibilidades de se perder dádivas importantes. Quando precisamos desabafar, contar tristezas ou alegrias, e buscamos alguém que nos ouça, estamos dando a essa pessoa o privilégio de compartilhar momentos significativos para nós. Só que, as vezes, parece que falamos com um ser inanimado. Esses, que não sabem ouvir, não mais serão merecedores de fazer parte da nossa história.
E tem aquela situação em que buscamos um ombro para chorar os erros cometidos. E o que recebemos é uma enxurrada de críticas. Pessoas assim ficarão sempre com os ombros leves mas estarão sozinhos. Desses a gente foge.
Pense em quantas coisas boas você deixou de ganhar: flores, presentes, convites, atenção, paciência, amor, amizade, afeto...veja se nã colaborou para perdê-las.
Ainda é tempo de resgatá-las.
Seja continente. Abrace com carinho tudo de bom que receber.
Seja também conteúdo porque , se saber receber é bom, melhor deve ser, dar.
Quer se manifestar sobre esse tema? Tem algo a dizer?
Fale...Não cale!
Sonia Rocha

05 novembro, 2009

Agradecer sempre...a tudo e a todos. (Para Carolina)




Já faz algum tempo que conheci Carolina Arêas no site Personare. Eu nem sabia o que era um blog. Quando aprendi e me tornei “blogueira”, descobri que Carolina tem um blog. Que coisa boa! Sou sua seguidora fiel. Recomendo a todos, o site e o blog.
Em seu último post, Carolina abordou o tema “Gratidão”. Fiquei maravilhada. E, como sempre, inspirada (ela consegue isso, inspirar-nos).
Hoje acordei sentindo-me profundamente grata à vida. E quero compartilhar esse sentimento que transformou um momento, aparentemente trivial, numa experiência deliciosa.
Ao abrir a janela do meu quarto fui acariciada com raios de sol. Olhei a paisagem, a mesma de todos os dias. Não olhei apenas, observei os detalhes. A montanha mais verde, o mar mais azul e os pássaros, multi-coloridos, pareciam mais alegres, “cantando” um bom-dia mais animado. Que sensação gostosa. Mas o momento especial foi quando olhei para o pé de Acerola, no meio do meu jardim. De pequeno arbusto que era, transformou-se numa enorme árvore, toda enfeitada de flores cor-de-rosa e frutas vermelhas. Não me contive. Peguei a máquina e fotografei. Colhi algumas e descobri que aquecidas pelo sol, são mais saborosas. Ao som de um lindo dueto, Celine Dion e Pavarotti, elevei meu pensamento numa pequena prece de agradecimento ao Universo, seu Criador e à Carol.
Sonia Rocha




04 novembro, 2009

Retratação...(sobre o post anterior)




Queridos leitores. Fiquei feliz por ninguém ter contestado quando afirmei que aparento só 45 anos. Mas que fui presunçosa...ah! isso fui...Na verdade aparento 46...rsrsrsrs. Brincadeira...
O que penso mesmo sobre isso é que não importa o quanto aparentamos de idade.  Tem dias que sou uma anciã de 70 anos e, em certas ocasiões, uma jovem de 25. Isso não muda nada em meu corpo físico. A beleza e a grandeza de estar viva, com saúde e alegria é o toque de Midas.
Dizer que sou toda original também foi uma grande mentira, embora inofensiva. Nem minha voz continua a mesma, que dirá meus cabelos. Se não fosse a tintura hoje eu estaria com a cabeça branquinha. Não vejo nada de errado nisso, acho lindo (nos outros).
Bem, é isso. Agradeço a compreensão. E quem quiser se manifestar...já sabe...
Fale...Não Cale!
Sonia Rocha.