15 novembro, 2010

RAZÃO OU EMOÇÃO?

Se você tem uma caixa de correio eletrônico, provavelmente já recebeu . Para quem não recebeu, funciona assim: as palavras são escritas com as letras desordenadas e isso não impede que nosso cérebro as processe corretamente. Exemplo: “não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso”...Deu prá entender? A explicação é que não lemos as letras isoladamente e sim a palavra como um todo. Veja o texto aqui, é bem interessante.
Se conseguimos que nosso cérebro perceba a desordem de simples palavras, fiquei a imaginar porque é tão difícil fazer isso com nossos pensamentos. Pensamentos originam sentimentos e vice-versa, e ambos, são frutos de nossos desejos, nossas aspirações e inspirações, de nossas interações com o mundo externo. Conceitos e contextos se juntam num emaranhado que o cérebro nem sempre consegue separar e nos dar a leitura correta de dados e fatos que nos chegam embaralhados e sem sentido.  
Humanos têm uma tendência de usar mais a emoção. E ai de quem se apega mais à razão. De um modo geral, se choramos com facilidade, se rimos à toa,ou até quando parecemos meio idiotas, somos vistos como pessoas sensíveis, admiráveis, agradáveis. Quem se apresenta mais racional, demonstrando raciocínio lógico, é rotulado de insensível, frio, sistemático...e isso não é elogio.
Nos relacionamentos interpessoais é muito comum não se perceber claramente quando a situação pede a emoção ou a razão. As mensagens que recebemos ou transmitimos requerem um contexto objetivo, o que nem sempre ocorre. A bagunça na transmissão de mensagens é geradora de muitos conflitos que poderiam ser evitados se conseguíssemos equilibrar os pratos da balança. Razão e Emoção na mesma proporção.
Quer um exemplo? Tente dizer ao seu funcionário que aquele serviço feito precisa ser refeito. Se ele conseguir usar a razão na mesma proporção da emoção, certamente ficará chateado por não ter sido assertivo no trabalho que fez, mas fará um esforço para reconhecer que poderia ter feito melhor, e fará de bom grado. Geralmente não é assim. O sujeito fica ressentido, achando que está sendo perseguido, que o chefe é um chato, etc... 

Nas relações que envolvem intimidade, sejam de amizades ou amorosas, a confusão é ainda maior e mais nociva. Quantos relacionamentos terminam porque a mensagem não foi decifrada como deveria. Entendida fora do contexto, a razão foi pro espaço. Predominou a emoção.
O princípio da fofoca é esse desiquilíbrio entre o real (racional) e o imaginário (emocional).
Ouvimos uma informação, processamos e repassamos. Raramente isso acontece sem que haja uma interferência maior do nosso emocional. Seja uma entonação de voz, um sorriso, uma testa franzida, qualquer modificação na transmissão da mensagem pode colocá-la em outro contexto que não o original.

Lembro-me de uma historinha que li, ainda menina. Uma lenda inspirada no conto “As sete pombas brancas” de Khalil Gibran. No início a narrativa descreve sete pombas branca voando, que, depois de repassada várias vezes, termina dizendo que eram sete pombas negras. Leia a lenda na íntegra aqui. Não devemos ser muito emocionais nem muito racionais porque, se o cérebro pode nos dar a dimensão exata do fato, e o coração a capacidade de absorvê-lo com sentimento, que isso aconteça equilibradamente. Algo nada fácil.

Sonia Rocha - Mercuriana 
 

01 novembro, 2010

A arte de Não Ouvir...

Quem me acompanha deve ter lido alguns textos que publiquei, de outros autores, sobre a difícil tarefa de aprender a ouvir. Veja aqui e aqui.  
Veio-me então a idéia de discorrer sobre a não menos difícil tarefa de aprender a não ouvir. 
O que me fez pensar sobre isso foi um texto que relata um diálogo de Sócrates onde ele fala sobre o Triplo Filtro: Verdade, Bondade e Utilidade. Para quem não conhece, clique aqui. 

 Tive um professor de Antropologia,( avesso a tudo que se esperava de um professor de Antropologia), que dizia: “nossos ouvidos estão na mesma direção para facilitar a saída do que entra”. Em outras palavras, o famoso dito “entrar por um ouvido e sair pelo outro”. Logicamente, referindo-se a tudo que não nos acresce conhecimento, sabedoria, evolução. 

Tudo junto e misturado, cheguei a algumas conclusões. 
- Nem sempre podemos impedir que nos falem o que não nos interessa.  
- Nem sempre é possível interromper e usar o método Socrático.  
- E, muitas vezes, o que ouvimos toma outro caminho, que não a linha reta que faria a “informação” sair pelo outro lado.  
Então, o que acontece? 
O que ouvimos pode subir ou descer. Instalar-se na razão ou na emoção. Ou pior, ficar gravitando entre as duas instâncias. Adentramos um labirinto cuja saída desconhecemos e não há nenhum Teseu, ou GPS que possa nos ajudar. Instala-se um trânsito caótico e nos vemos presos num engarrafamento sem placas indicativas. 
A isso eu chamo de “engolir sapo”. E todos sabem, sapo é um bicho venenoso. 
O que fazer? 
Procure um desvio. Olhe pro céu e elogie o sol, ou a chuva...Estoure uma bola de chiclete e peça desculpas. Pegue o celular e finja que está recebendo uma ligação de alguém que tem o plano Infinity da Tim. Saia correndo para o banheiro e demore até que a pessoa venha bater na porta prá saber se você ainda está vivo. 
Se nada disso der resultado, perca o decoro, deixe a educação de lado, tape os ouvidos (os dois) e cante...lá...lá...lá...lá...Ou, se for alguém muito importante em sua vida, dê-lhe um beijo na boca... 
Provavelmente essa pessoa nunca mais vai falar com você, mas se reincidir, envie esse texto prá ela...  
Só não esqueça de citar a fonte e a autoria... 

Sonia Rocha - Mercuriana 

13 outubro, 2010

O trote (só para descontrair)

Luiz “ O Pestinha ”,  era a própria reencarnação do  Pimentinha.  Sim, aquele personagem de um gibi, criado no final da década de 40 e transformado em filme  quase 50 anos depois.
Bem, esse era o Luiz  “ O Famoso ”. Seu passatempo preferido era passar trote pelo telefone.
Ligava para os bombeiros gritando “Socorro”. Com sua voz de criança, sempre conseguia seu intento – ser o alvo desconhecido das preocupações alheias.
Um dia, disse para um amiguinho:
- Hoje vou ligar para o Superman. Se você quiser falar com ele, vá à minha casa depois do almoço.
Jr. “ O Amiguinho ”, ficou eufórico. Nem almoçou direito. Saiu da mesa direto para a casa do Luiz “ O Importante”, a quem já idolatrava, mais ainda agora, sabendo que ele era amigo do Superman.
Luiz  “ O Esperto ”,  discou um número qualquer. Do outro lado da linha, uma voz metálica atendeu:
“ Você ligou para a residência de Clark Kent. Não precisa deixar recado. Em minutos ele irá, pessoalmente, ouvir o que você tem a dizer-lhe ”.
Luiz “ O Apavorado”, largou o fone como se fosse um ferro em brasa a queimar-lhe as mãos.
Deu um pulo para trás e correu para a janela, olhando o céu com os olhos arregalados.
Jr “ O Bobinho ”, não entendeu nada. Apenas seguiu seu “herói”, correndo para a outra janela,  olhando fixo para o céu, sem nem mesmo imaginar o que deveria ver.
E assim passaram a tarde...esperando pela visita do Superman... 

Mercuriana - Sonia Rocha

11 outubro, 2010

Solidão e Internet

Há quem diga que a solidão é péssima companhia. Concordo.
Outros acham que a solidão é necessária para crescermos. Concordo.
“Solidão? Não existe. Nunca estamos sós”. Concordo.
“Antes só do que mal acompanhado”. Concordo.
“Antes mal acompanhado do que só”. Concordo.
Blá...blá...blá.... Concordo.
Como podem ver, sou uma pessoa cordata.
Na verdade, aceitar tudo que se fala sobre solidão, me transformou. Hoje tento aceitar a verdade de cada um, sem discordar. Porém, mantenho a minha sob sigilo porque não tenho mais paciência nem vontade de me expor. O que penso, guardo.
Meu sonho acalentado era uma máquina de escrever sobre uma mesa embaixo de uma janela aberta para o oceano. Passaria os dias catando as letras, transformando-as em palavras e costurando idéias.  Olhando a cor do mar para adivinhar a cor do céu. Cinzento, azul, branco, vermelho. Queria criar histórias. Traduzir minhas fantasias em linguagem compreensível.  
A máquina do tempo modificou alguns detalhes. Hoje compartilho todos os meus momentos com  meu editor de texto e com as palavras que digito. Eu, meu teclado, meu monitor e um emaranhado de cabos e fios que teimam em me chamar à razão quando resolvem me desconectar  do mundo lá fora.
É verdade que  conheço uma grande variedade de pessoas através da telinha. Mas, quando o corpo cansado e dolorido por tanto tempo sentada  me faz apertar o botão off, o vazio se instala...e a solidão me invade.
Assim é a Internet.
Um mundo virtual que, raramente nos transporta para um mundo real.
Conheço casos de amizades e amores conquistados e vivenciados a partir de encontros virtuais. Mas é raro, considerando-se a proporção das desilusões. Basta ver sua lista de “amigos”. Com quantos você mantém contato? Veja seu MSN, seu Orkut, seu Badoo, seu Facebook...e outros que eu desconheço...quantas pessoas estão lá e com quantas  você fala ou manda uma mensagem pessoal? Na maioria das vezes, recebe um arquivo repassado, sem nome de destinatário e, quase automaticamente, faz o mesmo, repassando para todos...
Se isso não é solidão...então não sei mais o que é.
Mercuriana - Sonia Rocha


01 agosto, 2010

Ver ou não ver?

 Mais uma tentativa de poetar...

Vejo suas coisas pela casa...os chinelos, roupas, a escova de dentes...o quarto ainda guarda seu perfume, lembrando que dormistes aqui na noite passada. Vejo suas coisas pela casa... uma sensação de perda, de vazio impreenchível ( nem sei se a palavra existe) preenche os meus “espaços”. Dor pulsante... como ponteiros que marcam segundos...latejante mas suportável... Retorno no tempo...lembranças.

Crio e recrio teorias, explicações para este presente.

Será um Presente???!!!

Vejo duas neuroses se encontrando, se complementando, simbiose...
Vejo o tempo passando...passando! Não dá para não crescer. Não dá para se apoiar em neurose alheia por muito tempo. Abandonar essa neurose é ficar sem apoio...ficar sem história ...é deixar de ser...é não ser.

Então fica-se...até que num movimento de vai e vem... substituições se revelem... Novos interesses...novos amores...novas neuroses... Ou... nova pessoa...dês-necessitada de muletas, bengalas, cabides... Uma nova pessoa apaixonada...por si mesma, sem egoísmos, sem culpas... Sem a antiga neurose (que outras virão)... a antiga complementação se vai... Se esvaindo no tempo...na lembrança... Tornando-se uma memória histórica...como patrimônio da humanidade...

Porque somos humanos...


Sonia Rocha - Mercuriana 

29 julho, 2010

Quando o escuro fica claro

O autor desse texto é Luiz Alca de Sant'ana. Sou sua fã e quero convidar a todos que façam uma visita ao seu site. Tenho certeza que irão gostar. 
  
"Em tudo na vida aos poucos o escuro fica claro. Eis então a arte de viver: o aprendizado de se gastar o tempo de forma inteligente quenos permitindo os esclarecimentos pouco a pouco, captando uma lição especial: o conhecer modifica o conhecido. Aquilo em que pensamos hoje, em nome das alterações circunstanciais, podemos não pensar amanhã. Algo que hoje é ponto fechado, quem sabe, se abrirá numa próxima etapa da jornada. O que parece insolúvel, agora, se resolverá amanhã. Até porque, o homem é sempre maior do que as circunstâncias. Elas passam, ele segue. E quando a gente vai tendo essa noção, sem que com isso nos arrastemos na desilusão e na depressividade, diante de uma perda, de um golpe, de uma separação, de uma injustiça, sabemos que é preciso dar um tempo. Não, necessariamente, para que se volte ao estágio anterior, mas para que venha a compreensãoem alguns casos, retorne a alegria em outros ou se passe a lutar pelo que realmente vale a pena. O problema é que somos apressados, queremos tudo para ontem, forçamos nosso físico, nossa mente e, as vezes, nossa alma a brigar pelo que ainda é nebuloso. Como na natureza, tudo tem seu tempo. Ao encontrarmos uma floresta, em princípio, não captamos seus mistérios; mas, pouco a pouco, vamos descobrindo o que dizem os pássaros em seu canto, a voz do vento e o movimento das folhas nas árvores, assim como todo o traçado do caminho." 

Luiz Alca de Sant'ana  
http://www.luizalca.pro.br/index.php  

postado por Sonia Rocha
 Mercuriana

11 julho, 2010

PRIORIDADES...não deixe o melhor para depois!

Quando você está preparando uma salada de alface, quais folhas você usa primeiro? As de fora ou as de dentro, do miolo? A maioria das pessoas usa primeiro as de fora, retirando aquelas beiradas que já estão se deteriorando, guardando o miolo, para outro dia. E o que acontece? Elas vão ficar como as de fora e você nunca vai saborear as folhas mais tenras e inteiras. Já pensou nisso? O exemplo parece meio bobo, concordo. Mas me ocorreu justamente no momento em que preparava uma saudável e gostosa salada de folhas.
Se prestarmos atenção às nossas atitudes veremos o quanto deixamos o melhor para depois. Isso vale para aquela roupa linda, que compramos na expectativa de uma ocasião especial, a louça mais bonita, os cristais mais finos, guardados para serem usados eventualmente. Há até quem guarde o pedaço mais gostoso do chocolate ou deixe a última fatia do bolo para depois, sufocando a vontade de devorá-los imediatamente. Com nossas emoções, não é diferente.
Quantas vezes deixamos para “amanhã” a satisfação de nossas vontades/necessidades emocionais. Priorizamos o que nos parece ser mais importante e na maioria das vezes temos uma “boa desculpa” para agir assim. Falta de tempo, de dinheiro, trabalho a ser feito, etc..
Na verdade, o que acontece é que somos impelidos às escolhas impostas de fora para dentro. Pense um pouco... O dia está lindo, o sol convida a um passeio, seja à beira mar ou no bosque...a pé ou dando umas pedaladas, e você aí, na frente do computador terminando um trabalho. Será que protelar por apenas uma hora sua atividade à frente da telinha, vai fazer de você alguém que prefere diversão em lugar de dedicação ao trabalho? Será que uma hora de exposição ao sol, à paisagem, não vai te recarregar e te dar maior e melhor disposição para que seu trabalho seja muito mais produtivo?
Parece que não há mais tempo para se namorar, ler um livro, assistir a um filme, brincar com os filhos, levar o cão para passear, fazer absolutamente nada ou, como diz uma amiga, fazer só o que o corpo pedir? As coisas boas acabam ficando sempre para depois.
Você que está lendo esse texto pode estar discordando, dizendo a si mesmo que não é bem assim. Que sai com os amigos, passeia, se diverte...mas será que faz isso porque essa é sua prioridade? Ou faz porque é o que se espera de você? E mais, o que você deixa para depois? Se for o trabalho, sua maior fonte de prazer, que seja. Ou se prefere ficar em casa dormindo, fazendo tricô, cozinhando...que seja. O mais importante é que nossas escolhas sejam conscientes, admitidas e priorizadas.
Além desse blog, tenho outro, onde escrevo sobre Florais de Bach. Recebo diariamente pedidos de ajuda e orientação. São pessoas preocupadas com os mais variados problemas de relacionamentos, financeiros, de saúde, desemprego, etc...e o que percebo é justamente falta de prioridade no que é realmente prioritário - investir na auto-estima. São pessoas que não se priorizam, se deixam ficar sempre para depois. Mas, nossas prioridades devem se basear nas nossas reais possibilidades. Nem sempre o que queremos é o que podemos. Não adianta priorizar o que está fora do nosso alcance.
Deixo uma frase de Aristóteles, para reflexão:

“...IMPOSSIBILIDADES SÃO PREFERÍVEIS ÀS POSSIBILIDADES IMPROVÁVEIS...”

Sonia Rocha - Mercuriana

04 julho, 2010

A DIFÍCIL ARTE DE OUVIR - Artur da Távola



O tema é recorrente. Desconfio que ando falando às paredes...será?
Seja como for, resolvi postar esse texto do Artur da Távola. Homem de imensa cultura e profunda sensibilidade. Seu blog pessoal foi interrompido em Janeiro de 2008 e, infelizmente ele nos deixou em Maio do mesmo ano. Devido a sua extensa produção, não localizei um único site com toda sua obra, então, para quem quiser mais, sugiro uma busca no Google . Há muitas páginas com seus escritos maravilhosos.


"Um dos maiores problemas de comunicação, tanto a de massas como a interpessoal, é o de como o receptor, ou seja, o outro, ouve o que o emissor, ou seja, a pessoa, falou. Raras, raríssimas, são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.
Diante desse quadro venho desenvolvendo uma série de observações:
1) Em geral não se ouve o que o outro fala: ouve-se o que ele não está dizendo.
2) Não se ouve o que o outro fala: ouve-se o que se quer ouvir.
3) Não se ouve o que o outro fala. Ouve-se o que já escutara antes e o que se acostumou a ouvir.
4) Não se ouve o que o outro fala. Ouve-se o que se imagina que o outro ia falar.
5) Numa discussão, em geral, não se ouve o que o outro fala. Ouve-se quase que só o que se pensa para dizer em seguida.
6) Não se ouve o que o outro fala. Ouve-se o que se gostaria que o outro dissesse.
7) Não se ouve o que o outro fala. Ouve-se apenas o que se está sentindo.
8) Não se ouve o que o outro fala. Ouve-se o que já se pensava a respeito daquilo que o outro está falando.
9) Não se ouve o que o outro está falando. Retira-se da fala dele apenas as partes que tenham a ver consigo.
10) Não se ouve o que o outro fala. Ouve-se o que confirme ou rejeite o seu próprio pensamento. Ou seja, transforma-se o que o outro está falando em objeto de concordância ou discordância.
11) Não se ouve o que o outro está falando. Ouve-se o que possa se adaptar ao impulso de amor, raiva ou ódio que já sentia por quem está a falar.
12) Não se ouve o que o outro fala. Ouve-se da fala dele apenas os pontos que possam fazer sentido para as idéias e pontos de vista que no momento nos estejam influenciando ou tocando mais diretamente.
Ouviu?"
Artur da Távola 

postado por Sonia Rocha - Mercuriana


20 junho, 2010

QUANDO PEÇO QUE ME OUÇA...

Hoje li um post da amiga Márcia, em que ela reproduz Rubem Alves num texto intitulado "Escutatória". Recomendo.
Aí lembrei de um outro texto, cujo autor desconheço, que recebi há muito tempo atrás. Ainda estava aprendendo a mais ouvir e menos falar. Não sei se aprendi o suficiente mas venho, dia após dia, tentando controlar minha verborragia.

Eis o texto

"Quando lhe peço que me ouça e você começa a dar conselhos, você não faz o que eu lhe pedi.
Quando lhe peço que me ouça e você começa a me dizer que eu não deveria me sentir desse jeito, você está passando por cima dos meus sentimentos.
Quando lhe peço que me ouça e você sente que deve fazer algo para resolver meus problemas, você falhou comigo, por estranho que possa parecer.
Ouça! Tudo que peço é que você me ouça.
Não que fale nem faça nada... só me escute.
Conselhos são baratos: existem muitos conselheiros de plantão e líderes religiosos, até em jornais.
E posso consegui-los sozinho.
Não sou impotente.
Talvez acanhado e hesitante, mas não impotente.
Quando você faz algo por mim que eu precise e possa fazer sozinho, você contribui para o meu medo e imperfeição.
Mas, quando você aceita o simples fato de que eu realmente sinto o que eu sinto,
mesmo que pareça irracional, então eu posso parar de tentar convencê-lo
e posso me ocupar com a compreensão do que está por trás desse sentimento irracional.
E quando isso fica claro, as respostas são óbvias e eu não preciso de conselhos.
Sentimentos irracionais fazem sentido quando entendemos o que está por trás deles.
Talvez seja por isso que preces funcionam, algumas vezes, para algumas pessoas.
Porque Deus é mudo e não dá conselhos ou tenta consertar as coisas.
Deus apenas escuta e confia em você para resolvê-las por si próprio.
Então, por favor, me ouça e apenas me escute.
E, se você quiser falar, espere um pouco pela sua vez".
E eu ouvirei você. (A.D)

Obs.: se alguém souber a autoria, por favor me comunique para que eu possa creditá-la. Obrigada!

Sonia Rocha - Mercuriana.

19 junho, 2010

CURSOS ON LINE...INTERESSANTES?

Estamos na era digital e os cursos on-line proliferam em progressão geométrica. Basta acessar o Google e vamos encontrar uma infinidade deles.  Existem em todas as áreas e para todos os níveis: profissionalizantes, atualização profissional, graduação, pós-graduação, MBA, mestrado, doutorado, crescimento pessoal...e por aí vai. Alguns são gratuitos , outros são pagos e baratos, mas a maioria é bem pago, quer dizer, custam caro. Os gratuitos, geralmente não fornecem certificado. Os pagos sim.. Como boa geminiana que sou, estou sempre buscando novos conhecimentos, então  já experimentei vários. Fazer um curso on-line requer bastante disciplina. Para mim não foi fácil porque disciplina não é o meu forte.  Mas o resultado foi muito bom. Recomendo.
Mas, antes de escolher entre tantas opções, é preciso ter bem claro o que se pretende. Se for para atualizar conhecimentos sobre assuntos diversos, seja profissional ou pessoal, os cursos grátis são ótimos.
Se a intenção é preparar-se para uma nova profissão, ou aprofundar a que você já pratica, prefira os cursos pagos. Mesmo entre esses, você pode escolher o nível que melhor se adapta às suas necessidades. É muito importante verificar quais são os requisitos,  a que público se destina e se oferecem certificados com validade reconhecida.
 Fiz alguns gratuitos e gostei. Também aprendi muito com alguns pagos. Já sou graduada e estou pensando em tentar uma Pós, seja um Mestrado ou um MBA. Por enquanto é só um projeto porque são muito caros e, geralmente, exigem deslocamentos para aulas presenciais, dois grandes obstáculos para mim, atualmente.
Gostaria de indicar para quem se interessa em estudar via on-line:
Como eu falei no início, tem uma infinidade e os pagos têm preços variáveis mas conteúdos muito parecidos. A exceção fica por conta do nível escolhido.
Então, vamos estudar?
Já dizia minha  avó: O SABER NÃO OCUPA ESPAÇO!
Sonia Rocha - Mercuriana 

12 junho, 2010

NÃO DURMA SOBRE SEUS PROBLEMAS!


A galinha dorme sobre os ovos. O que acontece? Nascem pintinhos que mais tarde serão galinhas que mais tarde vão dormir sobre mais ovos que mais tarde.....ad infinitum...
Assim acontece quando enfrentamos problemas de relacionamento.  Dormindo sobre eles, vão se multiplicar. Por isso é importante tentar resolvê-los no momento em que surgem. Você pode estar pensando que esse  momento é o menos propício, uma vez que, geralmente estamos sob tensão.
Por um lado, isso é verdade. Mas há outro lado.
Você já tentou enxergar o outro lado? Sabe como é o outro lado?
Bem, o outro lado não é tão fácil como virar as costas, fechar a boca, deitar e dormir. Mas, certamente, é muito mais saudável.
Todo problema  envolve um conflito. Seja de opiniões, gostos, vontades. O importante é aprender como resolvê-los.
Então, aqui vão algumas dicas.
- Respire fundo algumas vezes. Isso vai ajudar a pensar antes de abrir a boca e começar a metralhar o outro com palavras agressivas. Quando agredimos, o outro se arma, e a guerra começa.
- Encare a situação como sendo única. Ataque. Sim, ataque o problema e não a pessoa.É muito comum, nesse momento, buscarmos na memória, lembranças de outras situações conflitantes e usá-las como argumento. Se adquirirmos o hábito de resolver um problema na hora em que ele aparece, não teremos munição guardada.
- Use sempre o verbo “estar”, nunca o verbo “ser”. Essa é uma situação clássica e drástica. Como se costuma dizer, errar é humano. Acertar também. Dizer ao outro que ele É de um jeito que não nos agrada é diferente de dizer que não gostamos do jeito que ele Está. O Ser é constante. O Estar é passageiro.
- Faça qualquer coisa com as mãos. Ponha no bolso, segure um objeto ( não vale atirá-lo contra o outro), invente. Dedo em  riste, jamais. Conversar não é dar bronca, cobrar ou acusar. Cruzar os braços sobre o peito também deve ser evitado. O corpo fala e vai estar dizendo...”não se aproxime, estou fechada, na defesa, e você não vai me atingir”.   
- Nunca use a ironia. Ah! Ironizar é o melhor combustível se você quiser ver o circo pegar fogo.
- Fale baixo e pausadamente. Essa é a parte mais difícil. Pratique.
-Ceder a palavra ao outro é o que vai caracterizar o diálogo. Não transforme a conversa num monólogo. Se não conseguir dar a vez, pelo menos pare para respirar. Respire profundamente e pense no que vai dizer. Enquanto isso, o outro pode se manifestar.
Estas são dicas que eu já li em muitos livros de auto ajuda.  Funcionam sim.
Se você conseguir colocá-las em prática, me avise e diga como conseguiu.
Vou ficar muito agradecida.
Sonia Rocha - Mercuriana  

07 junho, 2010

FIQUEI SEXY...genária!

No último dia 30 estreei idade, porque mulher madura não faz aniversário, estréia idade. Li isso num texto que recebi de uma amiga e achei o máximo.
 Entrei para o time da “Melhoridade, Terceira Idade, Segunda Infância, Melhorescência”, ou seja lá o nome que se dá ao grupo que, na verdade, ingressou na reta final.
Não passei por nenhuma crise. Isso aconteceu quando fiz 50. Meio século de existência pesa prá caramba.
Agora, aos 60, descobri que o melhor é relaxar e curtir.
Curtir o que?
Bem, coincidiu que no dia seguinte à minha estréia, vendi meu carro. Então, já pude começar curtindo um passeio de coletivo sem ter de pagar a passagem. Também não precisei enfrentar uma fila “kiilométrica” no banco.
Bem, se eu ainda tivesse carro, teria muitas vagas disponíveis para estacionar. Ah, também posso requerer aposentadoria. Quem sabe eu consiga continuar pagando meu plano de saúde ou até mesmo comprar um carro novo com o que vou receber do INSS.
Hum...que mais?.....................Ainda vou descobrir (se der tempo, lógico).
Tirando essas “felizes compensações” por estar envelhecendo, comecei a perceber em mim, sentimentos até então desconhecidos e a observar fatos que antes não me chamavam a atenção.
Descobri que não dá mais prá ter orgulho.
Orgulho é um dos pecados capitais e, claro, deve ser execrado. No entanto, tem um lado positivo quando se opõe à humilhação. Tudo tem dois lados (não me canso de repetir isso). Não confundir humilhação com humildade, tá. Confesso que o orgulho de ter e não aparentar os anos vividos, foi por água abaixo quando tive de provar minha idade para o motorista do ônibus. Devia ter sido o contrário mas não foi. Porque fica na gente a sensação de estar querendo se aproveitar, de estar mentindo.
E, enquanto viajava, sentada à janela, num banco reservado, olhando a paisagem, o que não era possível quando dirigia meu carro, pensei no tanto de tempo que já vivi e no pouco que me resta, considerando que tenha um final de vida natural. 
Só isso seria suficiente para me deprimir. Felizmente, o lado positivo do envelhecimento é que vem junto a maturidade trazendo uma compreensão inusitada dos nossos conteúdos internos. Não sei se vou conseguir me manter assim, pesando, medindo e ponderando meus sentimentos. Só o tempo dirá, porque sei que estou apenas no começo de uma nova jornada, não muito longa, é verdade, mas ainda assim, com novos e necessários aprendizados. Uma coisa boa que me ocorreu é que agora serei prioridade. Infelizmente essa descoberta boa não durou muito tempo porque, no banco tive de esperar minha vez. Isso me levou a observar que há uma legião de idosos, muito maior do que eu imaginava. E parece que todos estão realizando o sonho de serem “Office Boys” .
E aí, aconteceu uma coisa que, geralmente acontece quando alguém quer parar de fumar (prá todo canto que olha, tem alguém fumando)... todo lugar que eu olhava, tinha uma pessoa idosa... (ou mais).
Temos um ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente.
Temos um EI – Estatuto do Idoso.
Penso que logo deverá ser criado um ENI – Estatuto dos Não Idosos.
A verdade é que tem mais gente estreando idade do que fazendo aniversário!
E viva a sapiência! 
Sonia Rocha - Mercuriana

31 maio, 2010

PRESENTINHO GOSTOSINHO...

Queridos (as)  amigos (as)...
Recebi da Renata, amiga sempre presente, com recadinhos amorosos...e com posts lindos em seu blog...
Agradeço por tudo...o selinho e os posts maravilhosos em seu lindo blog
 A regra é: 
enviar para 10 blogs charmosos e avisar os presenteados.
Eis minha lista de charmosos: 
http://blog-da-carol-celma.blogspot.com
http://alguemmeouviu.blogspot.com
http://blog-espiritismo.blogspot.com
http://professoresdelinguaportuguesa.blogspot.com
http://mariajosecalladopoesias.blogspot.com
http://elaine-crespo.blogspot.com
http://pensadoracompulsiva.blogspot.com
http://viverpuramagia.blogspot.com
http://vitrinedeprata.blogspot.com
http://grupoespiritaesperancaeluz.blogspot.com

15 maio, 2010

TEMPESTADE DE VERÃO


O sol vermelho surgindo por detrás da montanha cobria a terra com um manto cor de rosa. O mar, muito quieto, estranhamente calmo, lembrava um espelho de cristal. O movimento das embarcações ancoradas na baía era imperceptível.
Mais um lindo dia de verão. Calorento e convidativo a um “dolce far niente” à beira mar.
A chegada de uma imensa nuvem cinza, trazida pelo vento, o ar quente e parado e a excessiva calmaria do mar prenunciavam um desfecho inesperado para aquele dia .
Ia cair uma tempestade.
E não demorou. A transformação foi rápida e violenta.
De repente a noite se instalou. A sinfonia de trovões teve início, orquestrando o mais assustador espetáculo pirotécnico que se pode imaginar. O vento, cada vez mais furioso, parecia querer destruir tudo que oferecesse a menor resistência.
Então ela caiu...Uma chuva torrencial e desorientada.
Desde menina aprendi a respeitar as forças da natureza. Respeitar e temer. Refugiava-me na cama, rezando e pedindo a todos os santos que acalmassem os elementos. Desta vez, porém, não senti medo. Uma emoção inexplicável tomou conta de mim. Descobri que uma tempestade, apesar de ser um fenômeno amedrontador, é também maravilhosa se a olharmos atenta e detalhadamente.
Do meu posto de observação pude apreciar a maluca coreografia que o vento provocava. Árvores enormes ou pequenos arbustos, transformados em bailarinos loucos e frenéticos, pareciam não se cansar. A cena, caótica à primeira vista, seguia um script e cada qual sabia o papel a desempenhar. Não havia resistência e isso era o que mais chamava a atenção. Galhos e troncos curvavam-se até um certo limite e quando estavam prestes a se quebrarem, voltavam cantando e dançando à posição original. E de novo se curvavam, agora para o lado oposto.
E as folhas.. .que valentia! 
Agarradas aos galhos balançavam perigosamente. Algumas sucumbiam . Soltavam-se e fatalmente se afogavam. Era triste vê-las carregadas para longe e depois, amontoadas e esquecidas. Mas no sacrifício, cediam lugar à folhagem nova, mais resistente, que um dia teria o mesmo fim. Era o ciclo da vida.
E tão depressa como começou, também acabou.
O sol voltou mais brilhante, como se tivesse sido purificado pela dádiva que é uma tempestade de Verão.

Sonia Rocha – Mercuriana

13 maio, 2010

Você tem medo de água? então leia...Vencendo uma barreira

O medo é, sem dúvida, um dos nossos mais importantes aliados e também um dos nossos piores  inimigo. Nos  protege e nos paralisa. Difícil é saber quando devemos enfrentá-lo e bani-lo.
Dá menos trabalho  levar a vida aceitando as restrições que ele nos impõe. Mas  vencê-lo é muito gratificante e é o que me faz contar essa história. 
Uma história real, que mudou a vida de uma pessoa e que me foi contada pela própria protagonista.

Maria,  vou chamá-la assim, era uma mulher comum. Casada, marido bem empregado, dois filhos em fase de abandonar o ninho. Casa própria, carro, empregada, cartão de crédito e shopping à vontade. Resolveu passar uns dias num SPA. Malas prontas,  foi, levada pelo marido. 
Na chegada, recebida como hóspede preferencial, sentiu-se uma celebridade.
Que maravilha!
Recebeu a agenda de atividades: 
Café da manhã...das 7 às 9h
Aquecimento...caminhada...hidroginástica...
Nem se deu ao trabalho de continuar. Paralisou sua capacidade de leitura. 
Sentiu o chão sumir...Piscina? Água?
Maria tinha fobia de água. Só de se imaginar dentro de uma piscina, começava a suar frio. 
O marido se foi e ela ficou, pensando no que iria fazer prá não dar vexame na hora da hidro.
Podia inventar uma desculpa, como já fizera tantas vezes. Uma indisposição qualquer e pronto. Mas, isso funcionava uma vez ou outra. Dez dias seguidos não ia ser fácil.
Resolveu encarar.

Primeiro dia.
O impulso de inventar uma desculpa e sair de fininho cedeu lugar a uma vontade de experimentar. Receosa foi entrando na água aquecida e foi gostando. Atrevida!
O professor dava ordens e todos obedeciam. Respirar... pular...prá direita...prá esquerda...caminhar...
Caminhar? Só se for prá fora da piscina, pensou (já apavorada com a idéia).
Mas não era...
Maria teria de atravessar a piscina, uma façanha até então, inimaginável. Sem tempo de articular qualquer reação, viu-se levada pela correnteza humana, agarrada na borda, rezando e pedindo a proteção de seu anjo da guarda e de todos os santos conhecidos.
Sentiu que a água se aproximava mais e mais de sua boca. Pânico... era o que viria a seguir.
De repente, a distância entre sua boca e a água começou a aumentar... aumentar...Alívio.
Ninguém percebeu a batalha que  se desenrolava naquela arena emocional.
De novo na parte mais rasa.
Barreira derrubada. Limites deslocados para mais longe abrindo novas possibilidades. Decidiu que ia se matricular num curso de natação.
E foi assim. Duas vezes por dia, durante os dez dias. Cada vez mais atrevida, mais ousada, chegou a tal nível de relaxamento que ria sozinha, sem que ninguém percebesse, ao ver que, assim como ela, muitos sentiam medo também. Não tinha se dado conta antes, tão centrada que estivera em sua própria dificuldade.
Nos exercícios de relaxamento aprendeu mais do que imaginava ser possível. Aprendeu a confiar,  em si mesma e nos outros, companheiros de jornada. Deitada e flutuando,  se deixava conduzir por alguém conhecido apenas há momentos atrás. Que sensação boa!
Vitória!

Sonia Rocha – Mercuriana

10 maio, 2010

Adaptação ou transformação?




Alguém já disse que o Homem, depois do rato, é o ser mais adaptável que existe. Também já disseram que é o mais importante agente transformador de sua própria história. 
Duas afirmações que deveriam servir para nos orientar. No entanto, o que tenho observado é que a capacidade adaptativa vem sobrepujando o potencial transformador. Isso é muito grave e perigoso porque o resultado é uma aceitação passiva de tudo que não está bom e poderia ser modificado.
Tenho encontrado em meu caminho, muitas pessoas tristes, frustradas, reclamando baixinho para si mesmas, sem forças para buscar uma nova direção, um novo caminho que as leve para um viver mais satisfatório. Não conseguem mais sorrir, sentir prazer, ser felizes. A grande neurose é manter-se vivo, adaptar-se às condições impostas, de fora prá dentro, sem considerar a vontade de cada um.
Com isso, a sensibilidade, a espontaneidade e a criatividade se perderam. A perplexidade diante das misérias parece se esvair até desaparecer por completo. Criamos uma couraça, defesa que nos faz apáticos e, só aparentemente, inatingíveis.
O momento pede reflexão. Urgente.
A alegria, o sorriso, o gosto pela vida precisam voltar a fazer parte do nosso dia-a-dia. Ser feliz não é obrigação, é , antes de mais nada, um direito. E, entre tantos que nos são negados, é o que mais rápido precisa ser resgatado.
Basta de adaptações perniciosas que nos paralisam e nos tornam conformistas. É hora de lutar contra essa neurose. Ou vamos deixar de herança um mundo doente.
Isso não me parece uma perspectiva de vida, não acham?

Sonia Rocha – Mercuriana

22 abril, 2010

Breve história de um amor breve

Um dia, um raio de sol, quente, brilhante e gostoso, encontrou uma nuvem cinzenta, carregada e fria.
Quando se tocaram pela primeira vez, a nuvem resistiu. Assustada pediu ao vento que a levasse para longe. Porém, não esqueceu o calor daquele raio de sol atrevido.
O tempo passou mas o degelo havia começado.
A nuvem, que há muito vagava encobrindo o azul do céu, sentiu que chegava o momento da entrega. E, mais uma vez, nas asas do vento, foi ao encontro do raio de sol e se entregou completa, sem nenhum pudor.
E os dois, caíram sobre a terra, abraçados e apaixonados.
E no lugar onde caíram, espalhando vida e amor, nasceu um lindo arco-íris.

Sonia Rocha - Mercuriana

09 março, 2010

ORAÇÃO DAS MULHERES...(só para descontrair)



Querido Deus,

Até agora o meu dia foi bom:
não fiz fofoca,
não perdi a paciência,
não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta,
chata e nem irônica.
Controlei minha TPM,
não reclamei,
não praguejei,
não gritei,
nem tive ataques de ciúmes.
Não comi chocolate.
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito
(nem do meu marido) e nem dei cheques pré-datados.
Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou para
levantar da cama a qualquer momento...
Amém!

OBS,: recebi de uma amiga, sem citar a fonte, portanto, se alguém souber quem escreveu essa "pérola", me avise para que eu possa dar os devidos créditos.

Sonia Rocha - Mercuriana

03 março, 2010

Meu segundo selinho...Obrigada amiga Pensadora compulsiva...

Eis as regras...
1 – Apresentação do selo ;
2 – Lista de 10 coisas que me fazem feliz e fazer uma delas hoje;
3 – Passar o selo a 10 blogs.

Coisas que me fazem feliz...e pelo menos uma, que vou fazer hoje
1- Receber selinhos dos amigos...
2- Ler o que meus amigos (as) escrevem em seus blogs
3- Receber comentários nos meus blogs
4- Escrever sobre Florais de Bach no  http://soniarocha-floraisdebach.blogspot.com/
5- Brincar com meus cachorros
6- Conversar com meu filhos
7- Ver filme comendo pipoca e tomando suco de manga
8- Olhar a paisagem da janela do meu quarto
9- Ler, ouvir música e fazer palavras cruzadas
10- Repassar selinhos que recebo...é o que já estou fazendo hoje.
OBS.: não necessariamente nessa ordem...porque a ordem dos fatores não altera o resultado.

The "Oscar" goes to:
1-Alguém me ouviu? http://alguemmeouviu.blogspot.com/
2- Minhas músicas preferidas  http://elaine-crespo.blogspot.com/
3- Penso, logo brigo  http://pensologobrigo.blogspot.com/
4- Terapia Floral...Carolina Arêas   http://www.terapiafloral.net/
5- Vitrine de Prata  http://vitrinedeprata.blogspot.com/
6- Viver é pura magia  http://viverpuramagia.blogspot.com/
7- Discutindo e nalisando a Educação Brasileira  http://professoresdelinguaportuguesa.blogspot.com/
8- O sol de correr muros e mundos  http://mariajosecalladopoesias.blogspot.com/
9- Advaita Yoga  http://advaitayoga.wordpress.com/
10- Christian Rocha  http://christianrocha.wordpress.com/

27 fevereiro, 2010

Um texto recebido...

Queridos (as),
faz algum tempo que recebi o texto que agora publico. Fui ao Google (salvador da pátria) para obter informações sobre a autora. Eu modifiquei a apresentação (layout), retirando as ilustrações. Aqui tem o texto lindamente ilustrado por Ziraldo. Vale a pena ver.
É provavel que já tenham lido, mas, repetir o que nos faz refletir, com humor gostoso, divertido, inteligente...nunca é demais, concordam?
Então aí vai...
de Marisa Prado

                 OLHA O OLHO DA MENINA
Menina crescia escutando que não adiantava mentir porque mãe sempre sabia
Mãe dizia que lia na testa da Menina, e que testa só Mãe sabia ler.
Menina tentava tapar a testa com a mão na hora de mentir.
Mãe achava graça. Muita graça. E continuava lendo assim mesmo.
Menina precisava entender como essa coisa misteriosa acontecia.
No espelho do banheiro, mentia muito em silêncio. E na testa, nada escrito!
Aí, Menina descobriu que Mãe também mentia. E que então não era testa
- era o olho, com um brilho diferente - que entregava a mentira.
Menina então tentava fechar o olho com força, para esconder a Mentira.
Mas nem isso resolvia, pois Mãe sempre adivinhava.
Menina tinha era que aprender a fingir de olho aberto que mentira era verdade.
Menina tentou, tentou...e aprendeu.
Era essa a solução.
Mas de noite Menina ficava apertada por dentro.
Assim meio sufocada, não podia nem piscar.
Com o olho muito aberto, não conseguia dormir.
Faltava ar pra Menina. Igual quando a gente fica quase sem respirar rindo de uma cosquinha.
Só que não tinha graça.
Menina - sem querer - tinha descoberto a Consciência,
uma coisa que toma conta da gente mesmo quando Mãe não está lendo testa, nem adivinhando olho.
Menina tinha aprendido que ter que fingir doía.
E que desse jeito ia ficar muito sem graça ser gente grande.
Menina desistiu de crescer.
Mas não adiantava.
Menina via que agora já estava quase da altura do móvel da sala da vovó.
E ficava muito triste, o aperto apertando mais.
E de tanto que o aperto apertava, Menina achou que fingir só podia doer tanto porque era dor sozinha.
Menina teve uma idéia, e ainda não sabia se era idéia brilhante.
Mas sabia - isso sim - que precisava testar, pra conseguir descobrir.
A idéia da Menina foi dizer para Mãe que era difícil fingir.
Menina achava ruim aprender montes de coisas sem dividir com ninguém.
Menina falou pra Mãe que era muito complicado e que não era nada bom ter que crescer sozinha.
Mãe abraçou muito apertado a Menina.
E no colo tão esperado Menina estava sendo mãe da Mãe.
Menina sentiu que Mãe estava chorando.
E que Mãe ainda não tinha aprendido tudo.
Mãe não falava nada
Mas uma e outra sabiam naquele abraço apertado que em Mãe também doía ser gente grande sozinha.
Nessa hora Menina entendeu tudinho.
Descobriu que só carinho é que espanta a solidão.
E que dor, se dividida, fica dor menos doída.
E que aí, dá até vontade de continuar a crescer pra descobrir o resto das coisas. 
Marisa Prado


Sonia Rocha - Mercuriana

09 fevereiro, 2010

Mudando a música, muda-se a dança...mudam-se os dançarinos.

Você não mudou...é a mesma pessoa de sempre!
Ouse dizer isso a alguém e espere o resultado.A frase soa como uma acusação.
Vai ser uma “grita” geral. Sim, porque todo mundo acha que muda, e sempre para melhor.
É certo que estamos aqui para evoluir, o que não significa, necessariamente, mudar. É a evolução compulsória. Mas essa questão vai ficar para outra oportunidade.
As mudanças, às quais me refiro são aquelas mais mundanas, que precisamos fazer para uma melhor convivência com o nosso mundo exterior, para aprimorar nossos relacionamentos.
O exemplo mais clássico dessa situação é o casamento.
A noiva detesta mas tolera alguns hábitos do namorado, na esperança que, depois de casado, ele mude. O noivo, por sua vez, pensa a mesma coisa.
Mas as mudanças esperadas não se realizam.
Então começam as acusações e as cobranças.
Em nome da boa convivência, estamos sempre esperando que os outros mudem mas não há nada que nos faça mudar se não admitirmos que estamos errados em nossa maneira de interagir. E reconhecer nossos erros está fora de cogitação. O errado é sempre o outro.
Não nos damos conta que somos imperfeitos e qualquer mudança deve partir do reconhecimento genuíno das nossas falhas.
Quer mudar algo em sua vida? Mude a si mesmo e veja as transformações que isso vai causar ao seu redor.
O quarto do seu filho é uma desordem? Feche a porta e deixe-o viver no caos que produz. Quando ele procurar aquela bermuda que tanto gosta e não encontrar, vai sentir a necessidade de manter suas roupas no lugar.
Seu marido vive pedindo que você leve a cerveja gelada enquanto assiste ao futebol, que diga-se, você não suporta? Experimente dizer a ele que a cerveja acabou e que ele tem de ir comprar. Na próxima ida ao mercado ele vai se lembrar que não teve sua cerveja geladinha e vai tratar de providenciar.
Sua melhor amiga te liga e começa a falar dos próprios problemas sem nem ao menos perguntar se você está ocupada ou disposta a ouvi-la. Diga a ela que ligue mais tarde. É pouco provável, mas possível, que numa próxima vez ela peça licença antes de começar a desfiar o rosário das lamentações.
Claro que você terá de ser firme para conseguir manter sua posição porque vai precisar agir assim muitas vezes, até obter resultados satisfatórios.
Agora a pergunta: “Quem mudou, você ou os outros?”
A resposta é óbvia.
Todos mudaram.
É assim que funciona.
Sem cobrança, sem crítica, sem discussões...
Os exemplos que usei são simbólicos. Retratam mudanças fáceis. A fórmula, porém, se aplica a qualquer situação.
O mais importante é saber que somente a necessidade nos conduz a novos caminhos e os reajustes na rota (leia-se mudanças), devem partir de dentro para fora...
Então...você está preparado (a)?
Sonia Rocha - Mercuriana