Mostrando postagens com marcador mudanças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mudanças. Mostrar todas as postagens

11 julho, 2010

PRIORIDADES...não deixe o melhor para depois!

Quando você está preparando uma salada de alface, quais folhas você usa primeiro? As de fora ou as de dentro, do miolo? A maioria das pessoas usa primeiro as de fora, retirando aquelas beiradas que já estão se deteriorando, guardando o miolo, para outro dia. E o que acontece? Elas vão ficar como as de fora e você nunca vai saborear as folhas mais tenras e inteiras. Já pensou nisso? O exemplo parece meio bobo, concordo. Mas me ocorreu justamente no momento em que preparava uma saudável e gostosa salada de folhas.
Se prestarmos atenção às nossas atitudes veremos o quanto deixamos o melhor para depois. Isso vale para aquela roupa linda, que compramos na expectativa de uma ocasião especial, a louça mais bonita, os cristais mais finos, guardados para serem usados eventualmente. Há até quem guarde o pedaço mais gostoso do chocolate ou deixe a última fatia do bolo para depois, sufocando a vontade de devorá-los imediatamente. Com nossas emoções, não é diferente.
Quantas vezes deixamos para “amanhã” a satisfação de nossas vontades/necessidades emocionais. Priorizamos o que nos parece ser mais importante e na maioria das vezes temos uma “boa desculpa” para agir assim. Falta de tempo, de dinheiro, trabalho a ser feito, etc..
Na verdade, o que acontece é que somos impelidos às escolhas impostas de fora para dentro. Pense um pouco... O dia está lindo, o sol convida a um passeio, seja à beira mar ou no bosque...a pé ou dando umas pedaladas, e você aí, na frente do computador terminando um trabalho. Será que protelar por apenas uma hora sua atividade à frente da telinha, vai fazer de você alguém que prefere diversão em lugar de dedicação ao trabalho? Será que uma hora de exposição ao sol, à paisagem, não vai te recarregar e te dar maior e melhor disposição para que seu trabalho seja muito mais produtivo?
Parece que não há mais tempo para se namorar, ler um livro, assistir a um filme, brincar com os filhos, levar o cão para passear, fazer absolutamente nada ou, como diz uma amiga, fazer só o que o corpo pedir? As coisas boas acabam ficando sempre para depois.
Você que está lendo esse texto pode estar discordando, dizendo a si mesmo que não é bem assim. Que sai com os amigos, passeia, se diverte...mas será que faz isso porque essa é sua prioridade? Ou faz porque é o que se espera de você? E mais, o que você deixa para depois? Se for o trabalho, sua maior fonte de prazer, que seja. Ou se prefere ficar em casa dormindo, fazendo tricô, cozinhando...que seja. O mais importante é que nossas escolhas sejam conscientes, admitidas e priorizadas.
Além desse blog, tenho outro, onde escrevo sobre Florais de Bach. Recebo diariamente pedidos de ajuda e orientação. São pessoas preocupadas com os mais variados problemas de relacionamentos, financeiros, de saúde, desemprego, etc...e o que percebo é justamente falta de prioridade no que é realmente prioritário - investir na auto-estima. São pessoas que não se priorizam, se deixam ficar sempre para depois. Mas, nossas prioridades devem se basear nas nossas reais possibilidades. Nem sempre o que queremos é o que podemos. Não adianta priorizar o que está fora do nosso alcance.
Deixo uma frase de Aristóteles, para reflexão:

“...IMPOSSIBILIDADES SÃO PREFERÍVEIS ÀS POSSIBILIDADES IMPROVÁVEIS...”

Sonia Rocha - Mercuriana

13 maio, 2010

Você tem medo de água? então leia...Vencendo uma barreira

O medo é, sem dúvida, um dos nossos mais importantes aliados e também um dos nossos piores  inimigo. Nos  protege e nos paralisa. Difícil é saber quando devemos enfrentá-lo e bani-lo.
Dá menos trabalho  levar a vida aceitando as restrições que ele nos impõe. Mas  vencê-lo é muito gratificante e é o que me faz contar essa história. 
Uma história real, que mudou a vida de uma pessoa e que me foi contada pela própria protagonista.

Maria,  vou chamá-la assim, era uma mulher comum. Casada, marido bem empregado, dois filhos em fase de abandonar o ninho. Casa própria, carro, empregada, cartão de crédito e shopping à vontade. Resolveu passar uns dias num SPA. Malas prontas,  foi, levada pelo marido. 
Na chegada, recebida como hóspede preferencial, sentiu-se uma celebridade.
Que maravilha!
Recebeu a agenda de atividades: 
Café da manhã...das 7 às 9h
Aquecimento...caminhada...hidroginástica...
Nem se deu ao trabalho de continuar. Paralisou sua capacidade de leitura. 
Sentiu o chão sumir...Piscina? Água?
Maria tinha fobia de água. Só de se imaginar dentro de uma piscina, começava a suar frio. 
O marido se foi e ela ficou, pensando no que iria fazer prá não dar vexame na hora da hidro.
Podia inventar uma desculpa, como já fizera tantas vezes. Uma indisposição qualquer e pronto. Mas, isso funcionava uma vez ou outra. Dez dias seguidos não ia ser fácil.
Resolveu encarar.

Primeiro dia.
O impulso de inventar uma desculpa e sair de fininho cedeu lugar a uma vontade de experimentar. Receosa foi entrando na água aquecida e foi gostando. Atrevida!
O professor dava ordens e todos obedeciam. Respirar... pular...prá direita...prá esquerda...caminhar...
Caminhar? Só se for prá fora da piscina, pensou (já apavorada com a idéia).
Mas não era...
Maria teria de atravessar a piscina, uma façanha até então, inimaginável. Sem tempo de articular qualquer reação, viu-se levada pela correnteza humana, agarrada na borda, rezando e pedindo a proteção de seu anjo da guarda e de todos os santos conhecidos.
Sentiu que a água se aproximava mais e mais de sua boca. Pânico... era o que viria a seguir.
De repente, a distância entre sua boca e a água começou a aumentar... aumentar...Alívio.
Ninguém percebeu a batalha que  se desenrolava naquela arena emocional.
De novo na parte mais rasa.
Barreira derrubada. Limites deslocados para mais longe abrindo novas possibilidades. Decidiu que ia se matricular num curso de natação.
E foi assim. Duas vezes por dia, durante os dez dias. Cada vez mais atrevida, mais ousada, chegou a tal nível de relaxamento que ria sozinha, sem que ninguém percebesse, ao ver que, assim como ela, muitos sentiam medo também. Não tinha se dado conta antes, tão centrada que estivera em sua própria dificuldade.
Nos exercícios de relaxamento aprendeu mais do que imaginava ser possível. Aprendeu a confiar,  em si mesma e nos outros, companheiros de jornada. Deitada e flutuando,  se deixava conduzir por alguém conhecido apenas há momentos atrás. Que sensação boa!
Vitória!

Sonia Rocha – Mercuriana

09 fevereiro, 2010

Mudando a música, muda-se a dança...mudam-se os dançarinos.

Você não mudou...é a mesma pessoa de sempre!
Ouse dizer isso a alguém e espere o resultado.A frase soa como uma acusação.
Vai ser uma “grita” geral. Sim, porque todo mundo acha que muda, e sempre para melhor.
É certo que estamos aqui para evoluir, o que não significa, necessariamente, mudar. É a evolução compulsória. Mas essa questão vai ficar para outra oportunidade.
As mudanças, às quais me refiro são aquelas mais mundanas, que precisamos fazer para uma melhor convivência com o nosso mundo exterior, para aprimorar nossos relacionamentos.
O exemplo mais clássico dessa situação é o casamento.
A noiva detesta mas tolera alguns hábitos do namorado, na esperança que, depois de casado, ele mude. O noivo, por sua vez, pensa a mesma coisa.
Mas as mudanças esperadas não se realizam.
Então começam as acusações e as cobranças.
Em nome da boa convivência, estamos sempre esperando que os outros mudem mas não há nada que nos faça mudar se não admitirmos que estamos errados em nossa maneira de interagir. E reconhecer nossos erros está fora de cogitação. O errado é sempre o outro.
Não nos damos conta que somos imperfeitos e qualquer mudança deve partir do reconhecimento genuíno das nossas falhas.
Quer mudar algo em sua vida? Mude a si mesmo e veja as transformações que isso vai causar ao seu redor.
O quarto do seu filho é uma desordem? Feche a porta e deixe-o viver no caos que produz. Quando ele procurar aquela bermuda que tanto gosta e não encontrar, vai sentir a necessidade de manter suas roupas no lugar.
Seu marido vive pedindo que você leve a cerveja gelada enquanto assiste ao futebol, que diga-se, você não suporta? Experimente dizer a ele que a cerveja acabou e que ele tem de ir comprar. Na próxima ida ao mercado ele vai se lembrar que não teve sua cerveja geladinha e vai tratar de providenciar.
Sua melhor amiga te liga e começa a falar dos próprios problemas sem nem ao menos perguntar se você está ocupada ou disposta a ouvi-la. Diga a ela que ligue mais tarde. É pouco provável, mas possível, que numa próxima vez ela peça licença antes de começar a desfiar o rosário das lamentações.
Claro que você terá de ser firme para conseguir manter sua posição porque vai precisar agir assim muitas vezes, até obter resultados satisfatórios.
Agora a pergunta: “Quem mudou, você ou os outros?”
A resposta é óbvia.
Todos mudaram.
É assim que funciona.
Sem cobrança, sem crítica, sem discussões...
Os exemplos que usei são simbólicos. Retratam mudanças fáceis. A fórmula, porém, se aplica a qualquer situação.
O mais importante é saber que somente a necessidade nos conduz a novos caminhos e os reajustes na rota (leia-se mudanças), devem partir de dentro para fora...
Então...você está preparado (a)?
Sonia Rocha - Mercuriana