Alguém já disse que o Homem, depois do rato, é o ser mais adaptável que existe. Também já disseram que é o mais importante agente transformador de sua própria história.
Duas afirmações que deveriam servir para nos orientar. No entanto, o que tenho observado é que a capacidade adaptativa vem sobrepujando o potencial transformador. Isso é muito grave e perigoso porque o resultado é uma aceitação passiva de tudo que não está bom e poderia ser modificado.
Tenho encontrado em meu caminho, muitas pessoas tristes, frustradas, reclamando baixinho para si mesmas, sem forças para buscar uma nova direção, um novo caminho que as leve para um viver mais satisfatório. Não conseguem mais sorrir, sentir prazer, ser felizes. A grande neurose é manter-se vivo, adaptar-se às condições impostas, de fora prá dentro, sem considerar a vontade de cada um.
Com isso, a sensibilidade, a espontaneidade e a criatividade se perderam. A perplexidade diante das misérias parece se esvair até desaparecer por completo. Criamos uma couraça, defesa que nos faz apáticos e, só aparentemente, inatingíveis.
Com isso, a sensibilidade, a espontaneidade e a criatividade se perderam. A perplexidade diante das misérias parece se esvair até desaparecer por completo. Criamos uma couraça, defesa que nos faz apáticos e, só aparentemente, inatingíveis.
O momento pede reflexão. Urgente.
A alegria, o sorriso, o gosto pela vida precisam voltar a fazer parte do nosso dia-a-dia. Ser feliz não é obrigação, é , antes de mais nada, um direito. E, entre tantos que nos são negados, é o que mais rápido precisa ser resgatado.
Basta de adaptações perniciosas que nos paralisam e nos tornam conformistas. É hora de lutar contra essa neurose. Ou vamos deixar de herança um mundo doente.
Isso não me parece uma perspectiva de vida, não acham?
Sonia Rocha – Mercuriana
Sonia Rocha – Mercuriana





